Chamas destruíram área de povoamento de pinhal bravo no Parque Natural da Serra da Estrela
Posted by RotivFev 25
(clique na imagem para visualizar a reportagem da RTP)
O incêndio que deflagrou na quinta-feira, no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), em Vale da Amoreira, Manteigas, destruiu uma área de povoamento de pinhal bravo “consolidada há muitos anos”, disse hoje à agência Lusa o coordenador do Parque.
Segundo Armando Carvalho, o incêndio cerca das 10:45, não afetou valores naturais “significativos” daquela área protegida.
“Do ponto de vista dos valores naturais, não foram afetados valores significativos, mas foram afetados valores patrimoniais de uma área ocupada por povoamentos de pinhal bravo já com uma idade avançada e consolidada há muitos anos”, declarou.
O responsável disse que os serviços estão a fazer o levantamento dos prejuízos causados pelas chamas e da área total ardida, admitindo que “os prejuízos são essencialmente de natureza económica” e paisagísticos.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Manteigas, Humberto Luís, adiantou hoje à Lusa que o incêndio destruiu mais de 400 hectares de pinhal e mato.
Sobre o incêndio que na tarde de quinta-feira também eclodiu na área do PNSE, junto a Famalicão da Serra, localidade do concelho da Guarda, Armando Carvalho referiu que “foi uma ocorrência menor dimensão”, relativamente ao fogo iniciado em Vale de Amoreira.
Indicou que “a principal afetação” causada “foi a diminuição da capacidade de resposta” no ataque às chamas, uma vez que não destruiu “valores naturais” daquela área protegida.
Para evitar a ocorrência de incêndios nesta época do ano, alegadamente originados por queimadas agrícolas que ficam descontroladas, o coordenador do PNSE apela às populações para que tenham cuidados redobrados.
Disse que perante as atuais condições climatéricas – ausência de humidade do ar e altas temperaturas – “todo o cuidado é pouco” para “qualquer prática que recorra à utilização do fogo”.
No incêndio de Vale da Amoreira, já “dominado” pelos bombeiros, permanecem cerca de 40 elementos operacionais e dez viaturas, que procedem “a trabalhos de consolidação do rescaldo”, segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.
Fonte: iOnline




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